quinta-feira, maio 19, 2005

Aquela velha história das pequenas coisas da vida...

Fui na Bienal ontem e tive um impulso consumista incontrolável. Um prejuízo básico, mas, desde que seja com livros, eu não me sinto tão culpada assim. Daí que comprei o "31 Canções", do Nick Hornby. Mas não vou falar sobre o livro, ainda mais porque eu mal comecei a ler.

Na minha impaciência devoradora de livros, cheguei em casa por volta de meia-noite, depois de andar muito e sentir o peso da cultura em minhas costas (como pesa o conhecimento!), cansada pacas, e deitei. Mas não para dormir... Mas para ler! Pois é, li alguns capítulos, uns três ou quatro. Depois, como era de se esperar, o sono me venceu. (Mas deixa isso para lá.)

Se alguém não sabe exatamente do que se trata o livro, é mais ou menos o seguinte: o autor, Nick Hornby, fez uma lista de 31 canções marcantes da vida dele, não exatamente por fatos em si (embora ele descreva algumas canções assim), mas também pelo que a música diz por si só. Quando eu acabar de ler, escrevo algo mais... substancioso sobre o livro. Vale a pena!

No meio de tudo que uma música pode trazer, Nick Horny sentiu isso das "pequenas coisas importantes da vida". E falou, em algum outro capítulo, sobre ouvir muitas vezes a mesma música logo que se é apresentado a ela. Isso sempre acontece comigo. E a canção da vez é "God Only Knows", dos Beach Boys. Não que eu tenha sido apresentada a ela há pouco tempo, mas digamos que tenha sido uma redescoberta. (Adoro redescobertas... É aquela coisa de redescobrir a poesia por trás de alguma coisa, ou, de repente, constatar que aquilo que é conhecido há tanto tempo tem um outro lado muito mais legal!)

Quando comecei a escrever esse texto, a intenção não era falar da Bienal, ou do livro que eu comprei, ou da música que estou ouvindo sem parar. Tive a idéia e demorei um pouco a dar início ao texto, bobo, escrito às pressas, e que vai ao ar sem revisão. Nesse meio tempo entre "pensar" e "escrever", as associações de idéias são inevitáveis. Daí, o que me motivou a escrever me lembrou das pequenas coisas, que me lembrou do livro, que me lembrou da Bienal. E daí que escrevi esse Frankstein.

A intenção era falar sobre as pequenas coisas, sim. Mas uma específica. No site do Estadão, tem uma enquete que diz o seguinte:

"O Caderno 2 quer saber: você sabe um poema de cor? Várias personalidades foram ouvidas sobre o assunto, abordado no filme Cabra Cega. Se você sabe uma poema de cor, diga o título e o autor."

E, quando abre o link:

"No longa-metragem Cabra Cega, de Toni Venturi, atualmente em cartaz, a personagem da revolucionária Rosa (Débora Duboc) diz: 'Se cada pessoa soubesse pelo menos um poema de cor, o mundo seria muito melhor.' Inspirado pelo filme, o Caderno 2 ouviu várias personalidades a respeito e também quer saber sua opinião.
Você sabe um poema de cor? Se você sabe, diga o título e o autor."

Simples assim. Não vou dizer agora: "E vcs, sabem? Então deixem comentário". A minha intenção não é promover outra enquete aqui. É só dizer que isso tudo é muito bonito. E espero que tanto quanto eficaz.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

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2:29 PM  
Anonymous Anônimo said...

E a eficácia vai pro brejo... hehehehe

2:25 PM  

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