quarta-feira, junho 22, 2005

Rótulos

Semana passada eu escrevi esse texto, salvei em agum lugar por aqui e esqueci dele... Hoje, em uma conversa de emails, me lembrei da existência dele. Procurei, e ele ainda tava aqui, um pouco verde, mas aqui...

-------------
Eu desisti de rotular as coisas faz tempo. Me perguntam: essa banda toca o quê? Qual gênero desse filme que você me indicou? De que tipo de música você gosta? Para todas essas perguntas ou eu vou responder um monte de coisas que parecem contraditórias, ou vou responder não sei. Acho que as coisas não precisam se encaixar em nada. Um tanto piegas, mas por que rotular, catalogar, fichar, se o que importa é sentir? Achar bom? Gostar? Eu não estou falando de formas de arquivar filmes ou músicas em prateleiras, mesmo... Então por que eu deveria agir assim? Nas lojas, beleza... As pessoas têm que achar as coisas de alguma forma. Mas nem tudo é fácil de ser catalogado.

E eu desisti! Pessoalmente, desisti! Quando eu vi que não dava muito certo e algumas pessoas viam outra coisa naquilo que eu via de determinada forma, eu desisti. Porque certas coisas ecoam de um jeito para mim, e de outro jeito para outra pessoa. Depende de vivência, conhecimentos, sentimentos, e tudo o mais. E a poesia da vida é muito mais bonita quando a gente só sente, não pensa. É aquela coisa "caraca, é isso!" , e pronto. Para quê mais? Para as coisas serem boas, não é nem um pouco necessário que elas sejam facilmente rotuláveis. Pelo contrário, até. É muito mais legal não conseguir rotular.

Paro por aqui... Isso passou pela minha cabeça quando lia algumas boas críticas de filmes, que não falam se o filme é bom ou ruim. Falam "olha, o filme é isso. o bom ou ruim, você decide".

Ando muito racional! Tenho que sentir mais...

sábado, junho 11, 2005

Fim de semana de castigo...

Antes, eu estava ociosa demais... Agora, a ociosidade acabou por completo. Ritmo frenético a semana inteira, inclusive nos finais de semana. Pela primeira vez, pude sentir que meu corpo não agüenta tudo! Nunca imaginei que o sono me venceria bizarramente como já aconteceu umas duas vezes! Mas não digo uma vitória qualquer... É "A" vitória do sono! Acho que eu nunca amei e odiei tanto dormir.

Eu precisava de uma semaninha de descanso, para fazer o monte de bobeiras que eu não tenho tempo mais, como ir ao shopping, andar de bicicleta, ter uns ataques consumistas, visitar uns amigos, pular na cama elástica (hehe), tentar (mais uma vez) fazer academia... Etc! Umas festinhas inusis também cairiam bem.

Como não tenho muito mais o que escrever (a cabeça não funciona com esse sono todo), vou colocar uns trechinhos inusis d'"O" caderninho, escritos (em sua maioria) em festinhas inusis!

"Andar de carro de madrugada ouvindo sonzinhos fofos é o que há!"

"Esses dias têm sido uma reconfusão muito maneira. Espero que a segunda chance não seja desperdiçada. Se há algo a ser dito, que seja dito."

"Seguinte: hoje é sexta-feira pós-feriado, e um final de semana com todas as possibilidades ainda me espera! Queria ter dormido mais hoje de manhã!"

"Meu eu-macho não atualiza mais sua coluninha fofa... =( Tinha que ter lido as antigas mais aos poucos. Pensando bem, não tinha nada! Tinha que ter lido tudo junto mesmo, no mesmo dia, pra reconfundir! Não é? Pois, grande segunda-feira aquela! =)"

"Caraca, será que eu sou capaz de dirigir com essa poesia toda? Iniciemo-nos... (...) Coisas que queremos, ou não, mas coisas da vida, que acontecem e afetam de alguma maneira. Às vezes, a música poderia ser como trilha sonora, como de filmes. (...) Descobri uma música linda hoje. (...) A caneta às vezes escreve sozinha, como num gesto automático dos meus pensamentos depois de uns 20 anos de escrita. Quem iria imaginar que aquela letrinha primária de criança ia virar algo assim? (...) Amanhã vou rir de tudo isso!"

"É engraçado, mas tudo (TUDO!) me parece uma cena (de filme), desde então. Bom, vai ver que é mesmo. Tipo agora... (...) Enquanto escuto esse CD, estou de calça jeans, um moleton velho (acho moleton velho uma coisa que diz muito sobre as pessoas... Apesar de não conseguir entender muito bem a linguagem de um moleton velho... Vai ver que depende). Estou com uma meia vermelha xadrez e um velho All Star preto de cano longo todo desenhado e rabiscado. Lembranças dos meus 16 anos que ainda estão nos pés, 6 anos depois. Engraçado, né? Há assinaturas de gente que via, mas não vejo mais, gente que mudou, gente que sumiu, gente que foi e voltou, gente que ficou, gente que pisou na bola... Músicas, idéias, brincadeiras, sei lá..."

"É engraçado que as épocas da vida tragam sensações, e geralmente são sensações que, na época em que as vivia, nem me dava conta delas. Agora, quando penso em determinadas coisas dentro de um contexto da minha vida, ou escuto alguma música, ou lembro de alguma cena, algum lugar, eu tenho sensações da época. (...) No fundo, deve ser tudo isso misturado. Por isso que eu acho que não consigo explicar. Imagina colocar tanta coisa em uma sensação que não deve durar nem um segundo!"

"Tem músicas que eu gosto só por causa da melodia de um verso."

"Eu fiz uma hora com três pontos. O mundo seria uma bagunça, mas seria muito bom poder mudar algumas coisas bobas quando desse na telha, tipo colocar três pontos na hora ou ordenar as páginas de uma revista como um livro-jogo."

"Acho que eu criei um mundo imaginário pra mim, e entro e saio dele quando eu quero, mas ultimamente eu tenho ficado bastante tempo nele. Mas ele é legal. É só a realidade sob outro ponto de vista. Quer dizer, fica assim até alguém me provar que não é. Mas acho que isso nunca vai acontecer. E deve ser bom mesmo. Não sei se eu ia gostar de saber que eu estou maluca se estou me sentindo feliz."

"Quando gosto muito de uma música, durmo com ela no repeat."

"Amo esse negócio de metalinguagem. Deve ser porque parece que são coisas que se encaixam! Uma dentro da outra, uma explicando a outra dentro de uma ou da outra, ou qualquer coisa (uma ou outra) confusa assim para explicar."

Chega, né?? Tá gigante isso... Muita inutilidade para um textinho só!