Rótulos
Semana passada eu escrevi esse texto, salvei em agum lugar por aqui e esqueci dele... Hoje, em uma conversa de emails, me lembrei da existência dele. Procurei, e ele ainda tava aqui, um pouco verde, mas aqui...
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Eu desisti de rotular as coisas faz tempo. Me perguntam: essa banda toca o quê? Qual gênero desse filme que você me indicou? De que tipo de música você gosta? Para todas essas perguntas ou eu vou responder um monte de coisas que parecem contraditórias, ou vou responder não sei. Acho que as coisas não precisam se encaixar em nada. Um tanto piegas, mas por que rotular, catalogar, fichar, se o que importa é sentir? Achar bom? Gostar? Eu não estou falando de formas de arquivar filmes ou músicas em prateleiras, mesmo... Então por que eu deveria agir assim? Nas lojas, beleza... As pessoas têm que achar as coisas de alguma forma. Mas nem tudo é fácil de ser catalogado.
E eu desisti! Pessoalmente, desisti! Quando eu vi que não dava muito certo e algumas pessoas viam outra coisa naquilo que eu via de determinada forma, eu desisti. Porque certas coisas ecoam de um jeito para mim, e de outro jeito para outra pessoa. Depende de vivência, conhecimentos, sentimentos, e tudo o mais. E a poesia da vida é muito mais bonita quando a gente só sente, não pensa. É aquela coisa "caraca, é isso!" , e pronto. Para quê mais? Para as coisas serem boas, não é nem um pouco necessário que elas sejam facilmente rotuláveis. Pelo contrário, até. É muito mais legal não conseguir rotular.
Paro por aqui... Isso passou pela minha cabeça quando lia algumas boas críticas de filmes, que não falam se o filme é bom ou ruim. Falam "olha, o filme é isso. o bom ou ruim, você decide".
Ando muito racional! Tenho que sentir mais...


2 Comments:
Ai, raio de blogger que nunca atualiza direito! Quero ver meu post na página sem precisar clicar nos arquivos... Assim ninguém acha... Os três leitores não vao ler... Porcaria...
Eu li...
E concordo plenamente...
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