sexta-feira, julho 15, 2005

Dicas para tornar um dia melhor

Teve um dia em que isso era tudo o que eu queria... Não tive nada, mas pensar a respeito me fez bem. Pode ser que sirva para mais alguém...

* Pegue uma garrafa de vinho, junte alguns dos seus melhores amigos, coloque uma música, e o dia está ganho.
* Em um parque qualquer, corra com os braços abertos até não ter mais fôlego.
* Quando encontrar uma pessoa muito querida, vá correndo até ela e dê o maior abraço do mundo todo.
* Saiba rir de si mesmo, porque aí tudo ao redor fica muito mais divertido.
* Se você estiver fazendo arte, e escrevendo no escuro, pare quando seus olhos começarem a doer. Eles são muito valiosos, e já se cansam por verem e lerem tantas coisas sempre. Tanta coisa que nós nos obrigamos e que nem sempre precisamos.
* Uma mente aberta, uma barraca e um bocado de disposição.
* Pés no mundo. No chão e nas nuvens.

quinta-feira, julho 07, 2005

Um pouco de passado

Engraçado eu me sentir assim esquisita e nostálgica por um passado que nem é meu. Vou explicar... Há tempos atrás, ainda moradora do Leblon, a prefeitura providenciou o reasfaltamento de várias ruas, inclusive a minha. Rasparam o asfalto antigo, e surgiram paralelepípedos ocultos debaixo daquela camada já grossa de várias demãos de asfalto. Mas veio a prefeitura e cobriu tudo com asfalto novo, lisinho. Queria que tivessem deixado daquele jeito.

Me veio à cabeça uma época que eu não vivi, lá pelos idos de 1960, quando o meu avô comprou o apartamento de fundos que tinha vista para o mar. Naquela época, o paralelepípedo devia estar ali, acompanhando as árvores da calçada (e a calçada eu não faço idéia de como era). Agora, as casinhas baixas que rodeavam o prédio foram demolidas e deram origem a um monte de prédios grandes, que deixaram o prédio de quatro andares, onde fica o apartamento do meu avô, pequeno, intimidado, mas ainda com seu charme de portaria antiga-modernizada. A vista para o mar do apartamento dos fundos desapareceu por completo. Agora é possível apenas ver os vizinhos deitados, trocando de roupa, janelas fechadas, pessoas enroladas em toalhas, organizando a mudança, fazendo alguma refeição. Preferia a praia... Embora haja um bocado de poesia nas tarefas simples do dia-a-dia. Mas em dias pouco inspirados para as pessoas, nada como ver o mar.

O bom é que o mar continua lá, no mesmo lugar, embora não possa mais ser avistado da janela e a poluição tome conta dele em algumas épocas do ano. Se der vontade, basta caminhar dois quarteirões e lá está ele, com sua imensidão e suas ressacas que vão ao outro lado da rua (nada como o mar do Leblon de ressaca em um dia nublado). Mas ainda acho que o paralelepípedo poderia ter ficado à mostra... É engraçado como as cidades mudam... E as pessoas também. Nem bom, nem ruim... Apenas engraçado...

terça-feira, julho 05, 2005

Umas idéias...

Deixa de escrever claramente. Subentendido é melhor. Não tão direto, só questão de preservação em alguns sentidos. Menos eu. A trilha sonora vem de dentro da mente, qualquer coisa que nem sempre existe, mas há a vontade de ouvir. Desprendimento. Nas mãos, todo o azul do mundo e todas as folhas do outono. Sob os pés, um céu de veludo e gaze. Para trás, ficou uma rede de emaranhados que é melhor deixar como está. À frente, um vulto branco e sorridente, de braços abertos e possibilidades. Do lado de dentro, a personificação de toda dor, alegria e vontades que podem existir em um ser pseudo-infantil que descobriu um brinquedo-mundo novo, como quem faz lambança pela primeira vez e brinca de bolinhas de sabão em um dia ensolarado de inverno, com gordos casacos de nylon, só para ver o arco-íris dentro das bolinhas. O momento efêmero das bolhas é eterno, naquele instante. Parece que o tempo pára durante todo aquele segundo, apenas para que todo o brilho possa ser refletido nos olhinhos curiosos por toda a vida. Uma cena dessa merece atenção especial do deus das trilhas sonoras da vida (os filmes não precisam tanto quanto a vida, já quem têm alguém previamente iluminado - ou não - pelo deus das trilhas sonoras apenas para cuidar dessa parte). A descoberta é como se fosse um ato insano, momentaneamente privado de qualquer definição, e que cabe em lugar nenhum. Basta saber sentir.