Umas idéias...
Deixa de escrever claramente. Subentendido é melhor. Não tão direto, só questão de preservação em alguns sentidos. Menos eu. A trilha sonora vem de dentro da mente, qualquer coisa que nem sempre existe, mas há a vontade de ouvir. Desprendimento. Nas mãos, todo o azul do mundo e todas as folhas do outono. Sob os pés, um céu de veludo e gaze. Para trás, ficou uma rede de emaranhados que é melhor deixar como está. À frente, um vulto branco e sorridente, de braços abertos e possibilidades. Do lado de dentro, a personificação de toda dor, alegria e vontades que podem existir em um ser pseudo-infantil que descobriu um brinquedo-mundo novo, como quem faz lambança pela primeira vez e brinca de bolinhas de sabão em um dia ensolarado de inverno, com gordos casacos de nylon, só para ver o arco-íris dentro das bolinhas. O momento efêmero das bolhas é eterno, naquele instante. Parece que o tempo pára durante todo aquele segundo, apenas para que todo o brilho possa ser refletido nos olhinhos curiosos por toda a vida. Uma cena dessa merece atenção especial do deus das trilhas sonoras da vida (os filmes não precisam tanto quanto a vida, já quem têm alguém previamente iluminado - ou não - pelo deus das trilhas sonoras apenas para cuidar dessa parte). A descoberta é como se fosse um ato insano, momentaneamente privado de qualquer definição, e que cabe em lugar nenhum. Basta saber sentir.

1 Comments:
Lindo isso Aninha... Que sejam eternas enquanto durem as bolhas de sabão!
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