sexta-feira, setembro 02, 2005

Vida é música... ou música é vida?

Uma música para começar bem a sexta-feira. Ouvi essa pela manhã, e já pensava em postar! Quando vejo, o Rafael já havia postado em seu respectivo blog. Mas tudo bem... Nós andamos mesmo com essa mania de roubar música de blogs alheios. Mania saudável, diga-se de passagem... =)

Aliás, eu ando muito musical ultimamente, como já escrevi em algum canto desse mundo virtual. Todos os dias eu tenho uma letra de música no melhor estilo "tudo a ver com hoje" para postar. Tem dias em que há mais de uma, até. Ontem foi dia de descoberta de novas músicas, apresentadas por amigos muito queridos! Aí lá vou eu para aquele papo de sempre... Da poesia do cotidiano... Da graça das pequenas coisas... Mas me diz... Não é isso que torna tudo lindo? Se fosse preciso um monte de grandes acontecimentos todos os dias, ninguém ia ser feliz nunca. Por isso que eu repito, que a graça da vida está nas pequenas coisas, pequenas descobertas. Mundo novo a cada dia, embora ele continue sempre o mesmo, agente e espectador da vida de todos nós.

Chega de escrever e vamos à música...

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Condicional
Los Hermanos

Rodrigo Amarante

Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios

E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
O que eu preciso é lembrar e ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei que tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Li em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
O que eu preciso é lembrar e ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria o que eu fazia o que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que não sei mais

Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar

terça-feira, agosto 23, 2005

Uma terça... Esta terça!

(Ainda tem alguém aqui, além das moscas?)

Hoje, eu começo do nada. Parto do princípio: "the world has more for you than it seems". Não dá para viver bem, ser feliz, sem saber que ainda há muito por fazer. Então, hoje eu acho que tenho muito o que fazer. O que exatamente eu não sei. Vou vivendo e seguindo meu rumo. No que vai dar, não sei. Mas para que saber? Há muitas surpresas agradáveis no meio do caminho (outras nem tanto). Ainda há muito o que aprender, observar. Falar, sentir, esperar, pensar, sorrir, descobrir. Chorar também, por que não?

Então estou partindo do princípio. Descubro o hoje, e descobrirei o amanhã. O ontem já ficou, boa lembrança. Deixe estar. Saber-se em um novo mundo a cada dia, mesmo que este seja o mesmo de ontem, e antes de ontem, e antes de antes de ontem, porque coisas novas acontecem todos os dias.

Então parto do princípio. Vejo o mesmo filme velho de ontem com outros olhos. Escuto a mesma música de antes com novos sentimentos. Admiro a mesma gargalhada de ontem com muito mais intensidade. Danço a mesma música com um novo sentido. Olho nos mesmos olhos com outros pensamentos. E sigo repetindo, a cada dia, que a graça da vida está nas pequenas coisas.

sábado, agosto 06, 2005

Divagando

(Eu devia escrever aqui. Mas não ando o "meio termo" às vezes necessário. E também não escrevi muitas linhas de acordo com a proposta original deste blog. Ou escrevi?)

A idéia, para um futuro próximo, é escrever algumas coisas construtivas. Depois de algumas leituras...

Estou num dilema monográfico! Três opções e nenhuma decisão!

E é só por enquanto!

Uma música para finalizar. Essa mudou o mundo... E em primeiro lugar! hehe


Like a Rolling Stone
Bob Dylan

Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say, "Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.

How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Princess on the steeple and all the pretty people
They're drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you'd better lift your diamond ring, you'd better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

sexta-feira, julho 15, 2005

Dicas para tornar um dia melhor

Teve um dia em que isso era tudo o que eu queria... Não tive nada, mas pensar a respeito me fez bem. Pode ser que sirva para mais alguém...

* Pegue uma garrafa de vinho, junte alguns dos seus melhores amigos, coloque uma música, e o dia está ganho.
* Em um parque qualquer, corra com os braços abertos até não ter mais fôlego.
* Quando encontrar uma pessoa muito querida, vá correndo até ela e dê o maior abraço do mundo todo.
* Saiba rir de si mesmo, porque aí tudo ao redor fica muito mais divertido.
* Se você estiver fazendo arte, e escrevendo no escuro, pare quando seus olhos começarem a doer. Eles são muito valiosos, e já se cansam por verem e lerem tantas coisas sempre. Tanta coisa que nós nos obrigamos e que nem sempre precisamos.
* Uma mente aberta, uma barraca e um bocado de disposição.
* Pés no mundo. No chão e nas nuvens.

quinta-feira, julho 07, 2005

Um pouco de passado

Engraçado eu me sentir assim esquisita e nostálgica por um passado que nem é meu. Vou explicar... Há tempos atrás, ainda moradora do Leblon, a prefeitura providenciou o reasfaltamento de várias ruas, inclusive a minha. Rasparam o asfalto antigo, e surgiram paralelepípedos ocultos debaixo daquela camada já grossa de várias demãos de asfalto. Mas veio a prefeitura e cobriu tudo com asfalto novo, lisinho. Queria que tivessem deixado daquele jeito.

Me veio à cabeça uma época que eu não vivi, lá pelos idos de 1960, quando o meu avô comprou o apartamento de fundos que tinha vista para o mar. Naquela época, o paralelepípedo devia estar ali, acompanhando as árvores da calçada (e a calçada eu não faço idéia de como era). Agora, as casinhas baixas que rodeavam o prédio foram demolidas e deram origem a um monte de prédios grandes, que deixaram o prédio de quatro andares, onde fica o apartamento do meu avô, pequeno, intimidado, mas ainda com seu charme de portaria antiga-modernizada. A vista para o mar do apartamento dos fundos desapareceu por completo. Agora é possível apenas ver os vizinhos deitados, trocando de roupa, janelas fechadas, pessoas enroladas em toalhas, organizando a mudança, fazendo alguma refeição. Preferia a praia... Embora haja um bocado de poesia nas tarefas simples do dia-a-dia. Mas em dias pouco inspirados para as pessoas, nada como ver o mar.

O bom é que o mar continua lá, no mesmo lugar, embora não possa mais ser avistado da janela e a poluição tome conta dele em algumas épocas do ano. Se der vontade, basta caminhar dois quarteirões e lá está ele, com sua imensidão e suas ressacas que vão ao outro lado da rua (nada como o mar do Leblon de ressaca em um dia nublado). Mas ainda acho que o paralelepípedo poderia ter ficado à mostra... É engraçado como as cidades mudam... E as pessoas também. Nem bom, nem ruim... Apenas engraçado...

terça-feira, julho 05, 2005

Umas idéias...

Deixa de escrever claramente. Subentendido é melhor. Não tão direto, só questão de preservação em alguns sentidos. Menos eu. A trilha sonora vem de dentro da mente, qualquer coisa que nem sempre existe, mas há a vontade de ouvir. Desprendimento. Nas mãos, todo o azul do mundo e todas as folhas do outono. Sob os pés, um céu de veludo e gaze. Para trás, ficou uma rede de emaranhados que é melhor deixar como está. À frente, um vulto branco e sorridente, de braços abertos e possibilidades. Do lado de dentro, a personificação de toda dor, alegria e vontades que podem existir em um ser pseudo-infantil que descobriu um brinquedo-mundo novo, como quem faz lambança pela primeira vez e brinca de bolinhas de sabão em um dia ensolarado de inverno, com gordos casacos de nylon, só para ver o arco-íris dentro das bolinhas. O momento efêmero das bolhas é eterno, naquele instante. Parece que o tempo pára durante todo aquele segundo, apenas para que todo o brilho possa ser refletido nos olhinhos curiosos por toda a vida. Uma cena dessa merece atenção especial do deus das trilhas sonoras da vida (os filmes não precisam tanto quanto a vida, já quem têm alguém previamente iluminado - ou não - pelo deus das trilhas sonoras apenas para cuidar dessa parte). A descoberta é como se fosse um ato insano, momentaneamente privado de qualquer definição, e que cabe em lugar nenhum. Basta saber sentir.

quarta-feira, junho 22, 2005

Rótulos

Semana passada eu escrevi esse texto, salvei em agum lugar por aqui e esqueci dele... Hoje, em uma conversa de emails, me lembrei da existência dele. Procurei, e ele ainda tava aqui, um pouco verde, mas aqui...

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Eu desisti de rotular as coisas faz tempo. Me perguntam: essa banda toca o quê? Qual gênero desse filme que você me indicou? De que tipo de música você gosta? Para todas essas perguntas ou eu vou responder um monte de coisas que parecem contraditórias, ou vou responder não sei. Acho que as coisas não precisam se encaixar em nada. Um tanto piegas, mas por que rotular, catalogar, fichar, se o que importa é sentir? Achar bom? Gostar? Eu não estou falando de formas de arquivar filmes ou músicas em prateleiras, mesmo... Então por que eu deveria agir assim? Nas lojas, beleza... As pessoas têm que achar as coisas de alguma forma. Mas nem tudo é fácil de ser catalogado.

E eu desisti! Pessoalmente, desisti! Quando eu vi que não dava muito certo e algumas pessoas viam outra coisa naquilo que eu via de determinada forma, eu desisti. Porque certas coisas ecoam de um jeito para mim, e de outro jeito para outra pessoa. Depende de vivência, conhecimentos, sentimentos, e tudo o mais. E a poesia da vida é muito mais bonita quando a gente só sente, não pensa. É aquela coisa "caraca, é isso!" , e pronto. Para quê mais? Para as coisas serem boas, não é nem um pouco necessário que elas sejam facilmente rotuláveis. Pelo contrário, até. É muito mais legal não conseguir rotular.

Paro por aqui... Isso passou pela minha cabeça quando lia algumas boas críticas de filmes, que não falam se o filme é bom ou ruim. Falam "olha, o filme é isso. o bom ou ruim, você decide".

Ando muito racional! Tenho que sentir mais...